Sempre que acontece a manifestação de um fenômeno paranormal, está presente um ser humano ou um grupo de pessoas. Logo, pode-se afirmar que os fenômenos paranormais são desencadeados pelo ser humano. Mas, e depois? O que poderia haver, dentro do ser humano, capaz de desencadear a manifestação desses fenômenos? Tudo aponta para a mente humana.

No decorrer das pesquisas parapsicológicas, tudo indicava que a energia capaz de desencadear os fenômenos paranormais estivesse armazenada na mente do ser humano. Isso porque inúmeras outras pesquisas, desenvolvidas por outras ciências, como a Psicologia e a Neurologia, comprovavam que o cérebro humano utiliza uma porcentagem muito pequena da sua capacidade total.

E assim, de acordo com Grisa (2002, p. 43), “Experiências já realizadas vinham provando a realidade de que a mente humana – sendo o cérebro a sua máquina orgânica – é capaz de produzir efeitos ou resultados considerados, até há pouco tempo, como sobrenaturais, espirituais ou do mundo do além”.

Por isso, sem dúvida: é na mente humana onde está armazenado o potencial capaz de desencadear os fenômenos paranormais, a paranormalidade.

Para a ciência, como um todo, o mais importante é compreender o funcionamento das coisas. Para a Parapsicologia não foi diferente: buscou-se muito mais decifrar como funciona a mente humana, em vez de desvendar qual lugar ela ocupa no corpo físico do ser humano ou qual o seu formato, de fato.

Para apresentar o funcionamento da mente humana, a Parapsicologia Científica e Independente utiliza as pesquisas realizadas por Joseph Murphy e por teólogos protestantes da ciência cristã, que separam a mente em duas partes ou funções distintas.

O consciente, a função racional da mente humana, está presente sempre que se faz uso da atenção. De acordo com Grisa (2002, p. 44), “Sabe-se também que o ser humano só pode direcionar sua atenção para um elemento ou objeto por vez.  O Consciente, como uma das funções básicas da mente humana, funciona para […] observar, analisar, comparar, distinguir, orientar, compreender, avaliar, julgar e pensar. Fazer, enfim, aquilo que a mente dos bichos não faz”.

O subconsciente, por outro lado, é a função mecânica, autônoma e automática da mente humana. Segundo Grisa (2002, p. 47), “O Subconsciente funciona como um robô invisível, mas nem por isso menos real. Robô invisível, que deveria sempre funcionar como […] máquina a serviço do Consciente, da função racional, do próprio Ser Humano. Mas convém observar que o subconsciente, depois de programado […] torna-se independente e autônomo, funcionando automaticamente e sem questionar. Não é só automático como máquina, torna-se autônomo como ser independente”.

Constatou-se que, depois de programado, o subconsciente produz, independente das vontades do consciente, resultados práticos e reações automáticas.

O subconsciente move o corpo: desde os seus movimentos orgânicos, como a respiração e os batimentos cardíacos, até os aprendidos por meio do treino, como dirigir ou tocar um instrumento. Depois de aprendido determinado movimento não é mais necessário pensar para executá-lo, apenas deixar que o automatismo do subconsciente comande as ações.

O Subconsciente move os sentimentos e as emoções: de acordo com Grisa (2002, p. 49), “Descobre-se que o subconsciente, depois de programado, comanda também os sentimentos e as emoções do ser humano, […] dando, pois, origem a todas as reações emocionais e comportamentais”. É por isso que, incontáveis vezes, o ser humano sente, age e reage de forma diferente da que gostaria.

Depois de programado, o subconsciente move também a realidade, e essa é a terceira grande descoberta da Parapsicologia. É possível dizer que, todos os resultados práticos da vida humana dependem, necessariamente, das programações registradas no subconsciente. Segundo Grisa (2002, p. 50), “Resultados tão práticos como a saúde e a doença, o fracasso e o sucesso, a pobreza e a riqueza, o amor e o desencontro”.

Portanto, pode-se afirmar que, depois de programado, o subconsciente atrai, por meio da paranormalidade ou do poder mental, resultados práticos. Conforme Grisa (2002, p. 50, grifo do autor), “O que se cria na mente – como programação subconsciente – torna-se realidade”.

Por Andréia Reif Zanella
31/01/2018