O subconsciente funciona como um robô, possui programações mentais e, a partir delas, desencadeia sentimentos, ações e reações de forma autônoma, automática e mecânica. Entretanto, o subconsciente poderá desencadear novos ou diferentes sentimentos, ações e reações se for devidamente programado ou reprogramado por meio da programação ou reprogramação mental.

Ou seja, é possível transformar a realidade humana a partir das alterações feitas nas programações registradas no subconsciente.

Existem três leis fundamentais de programação e reprogramação mental: as Leis da Repetição, da Imaginação e da Compreensão, que são métodos facilmente comandados pelo consciente e que têm como objetivo alinhar os resultados práticos do subconsciente com as vontades da função racional da mente: o consciente.

A Lei da Repetição, de acordo com Grisa (2014, p. 51), “Já formulada pelo behaviorismo – em que se afirma: “Só se aprende a fazer, fazendo” – é a mesma Lei que programa o Subconsciente pelo treino, pelo hábito, pelos reflexos condicionados”.

É nessa mesma lei que se fundamenta também o pensamento positivo. Segundo Grisa (2014, p. 51), “O Subconsciente, como mecanismo automático, é obediente e não discute, grava ao “pé da letra” o que falo ou o que lhe apresento de alguma forma como verdade”. Por isso é fundamental atentar para aquilo que se vê, ouve, fala, ou lê, repetidamente.

A Lei da Imaginação se fundamenta na constatação de que para o subconsciente não há diferença entre aquilo que se imagina e aquilo que se vivencia na realidade. As pesquisas neurológicas, conforme Grisa (2014, p. 52), “[…] constataram que, para o cérebro humano, não há diferença entre uma imagem percebida pelos sentidos e uma criada pela imaginação”. A imaginação é, portanto, um poderoso combustível mental, desencadeador da paranormalidade, do poder de criação presente no subconsciente. Por isso, é essencial buscar sempre dominar e direcionar a imaginação para a construção de uma realidade melhor e mais harmoniosa.

Já a Lei da Compreensão consiste em, conforme Grisa (2014, p. 53, grifo do autor), “Compreender a parte dentro do todo ou compreender o todo no conjunto das partes ou, ainda, compreender a função de cada parte no conjunto do todo”.

É a compreensão feita sob a luz do consciente que organiza, automaticamente, segundo Grisa (2014, p. 53), “[…] as programações correspondentes, as quais, organizadas e reestruturadas em um novo programa ou sistema, produzem novas e distintas reações”.

Ou seja, ao fazer o processo de compreensão, percebendo assim, conscientemente, o fato desencadeador do trauma ou da programação negativa a partir de um novo ponto de vista, mais completo e focado, principalmente, na superação, é que se estabelece uma reprogramação mental efetivamente. A partir daí, consequentemente, todas as reações emocionais, comportamentais e, até mesmo a realidade da pessoa que passou pelo processo de compreensão são alteradas.

Por isso não basta apenas conhecer o fato traumático: para que haja uma mudança significativa, uma reprogramação mental efetiva, é preciso compreendê-lo de forma ampla e profunda. De acordo com Grisa (2014, p. 54), “A Compreensão como suporte eficaz do processo terapêutico – tanto mental, como emocional ou orgânico – é o instrumento principal e, ao mesmo tempo, pano de fundo permanente de toda atividade de orientação Parapsicológica […]”.

É importante esclarecer que as Leis da Repetição e da Imaginação servem para programar o subconsciente em aspectos nos quais ele ainda esteja defasado ou não suficientemente programado. Somente a Lei da Compreensão pode ser utilizada para a reprogramação mental.

Por fim, para criar ou alterar uma programação mental é preciso compreender o funcionamento da mente humana, conhecer as leis que regem o subconsciente, saber como o subconsciente é programado para então sim, encontrar uma nova perspectiva e, consequentemente, dar início a uma nova caminhada.

Por Andréia Reif Zanella
15/02/2018