"Eu não devia existir": qual a causa e a origem desse sentimento?

Talvez você já tenha ouvido pessoas dizerem, “eu não devia ter nascido” ou “eu não devia existir”.
Muitas pessoas que sofreram ameaças de aborto, intencional ou espontâneo, tendem a ter esses sentimentos.
Sentem-se como se não pertencessem a esse mundo, principalmente se foram concebidas num momento em que a mãe e o pai não estavam preparados e tiveram uma gravidez indesejada, sem estrutura emocional e financeira.
Isso se agrava muito se a mãe pensa em abortar e mais intensamente ainda se ela tenta abortar, mas o bebê sobrevive ao aborto.
Pessoas concebidas nesse contexto, sentem-se como “peixe fora d´água”, pois não foram convidadas, não são bem-vindas a esse mundo. Como a gravidez é uma etapa determinante para a estruturação da personalidade, o subconsciente do bebê registra sentimento de forte rejeição, o que soa como ameaça de morte.
Esse sentimento, por sua vez, dá origem aos grandes problemas emocionais. O futuro cidadão, que é gerado sem perspectiva de vida, tende a sentir-se sem motivação para viver, com intensa insegurança, forte depressão e, geralmente, com desejos suicidas, quando não se suicida literalmente.

Como lidar com esses sentimentos?

Mas, atenção, temos uma ótima notícia para quem foi gerado nessas condições ou gerou alguém nesta condição!
Mãe nenhuma rejeita filhos. Mãe rejeita a situação, o contexto no qual está inserida por ocasião da gravidez.
Não nos cabe julgar ou culpar, nem mãe, nem pai, nem filho. É preciso compreender a situação. Todos somos falíveis, sujeitos a atos atrapalhados, embora cada um deva responsabilizar-se pelos seus atos.
Então, se você é mãe ou pai de uma gestação semelhante à acima descrita, não se sinta culpada ou culpado, você fez o melhor que sabia e podia ter feito. Aliás, precisou ser mais mãe e mais pai diante da situação desafiadora em que gerou e criou o filho(a). Continue a fazer sempre o melhor que possível por ele ou ela.
Por sua vez, se você é filho ou filha de gestação e criação, também semelhante com o que foi descrito, tampouco é culpado ou culpada. Sim, pois, você não pediu para o espermatozoide fecundar o óvulo para que você pudesse existir. Se não escolheu isso, não é culpado.
Você é fruto de uma relação de amor, em princípio. Logo, não se culpe nem culpe, assuma-se diante da situação como ela foi e é, e viva a vida, tornando-se cada vez mais autônomo, independente, autossuficiente e muito agradecido pela vida que lhe foi permitida pelos pais, mesmo que em situações adversas.

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