Quais as consequências da superproteção?

Você sabia que a Superproteção é um dos maiores inibidores do desenvolvimento das capacidades do ser humano?

Quem faz demais pelo outro, quem “carrega alguém nas costas”, cansa e o carregado fica “incapacitado” em seu desenvolvimento. Uma expressão bem pertinente ao tema é o famoso “só se aprende a fazer, fazendo”.

Se pararmos para refletir, veremos que nunca os filhos foram tão superprotegidos como nos últimos tempos!

Mas o que leva os pais a superprotegerem seus filhos?

São vários fatores! Podemos citar a situação de pais vêm de uma infância financeiramente difícil e agora que são adultos e pais não querem que seus filhos passem pelas mesmas privações que eles.

Como consequência desse histórico de escassez, esses pais dão em excesso, facilitam demais e não atribuem responsabilidades aos filhos. Tudo é facilitado sem que eles precisem fazer esforço algum.

Em alguns casos, sentindo que os filhos representam dificuldades e atrapalham o conforto dos pais, tudo lhes é dado. Os pais “livram-se” dos filhos presenteando-os com os mais variados e modernos equipamentos tecnológicos, pouco acompanhando as suas vidas. Assim, os filhos crescem recebendo facilidades como tentativa de compensar a ausência dos pais.

Outra situação de superproteção ocorre nos casos em que os pais atuais foram maltratados quando crianças, quando seus pais foram muito ausentes ou até se sentiram rejeitados. Agora, na condição de pais, lembrando do sofrimento de sua infância, vão ao outro extremo e superprotegem os filhos para que não sofram como eles sofreram.

Consequências da Superproteção

Esses são apenas alguns exemplos da razão pela qual muitos pais superprotegem seus filhos. Embora a intenção seja boa, as consequências da superproteção são terríveis para os superprotegidos.

Essas pessoas crescem sem saber seus limites! Acham que têm direito a tudo sem esforço, pois assim foram criados, recebendo tudo de graça e fazendo só o que desejavam. Muitos direitos e poucos deveres!Por fim, acabam desenvolvendo-se sem noção de responsabilidade, de compromisso com a sua vida e com a dos outros.

Em decorrência disso, não aprendem a conquistar e não desenvolvem responsabilidades e capacidades; tendem a ter grande dificuldade nos estudos e de prosperar na vida profissional e financeira, pois não aprenderam a conquistar.

Geralmente se tornam pessoas frustradas, fracassadas e com crise existencial. Muitos se “refugiam” nas drogas, bebidas e prostituição, se autodestruindo aos poucos e, em casos extremos, chegando ao suicídio.

Então, é importante sermos justos com nossos filhos e netos. Demos o que eles de fato necessitam com a consciência de que, de qualquer modo, precisam fazer jus ao que recebem.

Não devemos dar nada de “mão beijada”. Portanto, devemos motivá-los desde pequenos a desenvolverem seus talentos e potenciais para que se construam cidadãos capazes, autônomos, independentes e bem-sucedidos.

Texto de Vilson Rafael Stolf

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