Por que, às vezes, é muito difícil perdoar? Quantas vezes nós perdoamos da “boca pra fora” e continuamos magoados apesar das desculpas solicitadas?

A grande dificuldade de perdoar está no fato de não nos conhecermos, de não conhecermos o Ser Humano. Desta forma, a partir do momento em que conhecemos e entendemos a essência do ser humano, perdoar se torna uma atitude nobre, fácil e muito simples.

Primeiramente, precisamos entender que nenhum ser humano é perfeito, nem você e nem eu. Todos estamos sujeitos a atitudes que ofendem, machucam, magoam, não é verdade? Quantas vezes você, eu, já ofendemos alguém de alguma maneira?

A imperfeição é da natureza humana. Temos estruturas mentais de insegurança, medo, que fazem com que, diante de alguma situação ameaçadora, nos defendamos agredindo. Assim, os diversos tipos de agressão e tipos de atitudes que machucam, decorrem do fato de que a pessoa sente-se ameaçada de alguma maneira.

Mas, ao mesmo tempo em que somos seres em construção, ainda inacabados, sujeitos a atos atrapalhados, em essência, todos somos bons e fazemos o bem, muito mais do que o mal.

Sendo assim, não podemos julgar e condenar alguém por uma atitude ruim. Precisamos ver a pessoa no seu todo e, primeiramente, o lado bom, separando a pessoa do ato atrapalhado.

Ou seja, precisamos entender que o ser humano muitas vezes age pelo impulso cego e mecânico do subconsciente. Não tem consciência plena de certos atos.  Assim, a pessoa só pode ser ela mesma quando age com total controle sobre seus atos. No entanto, muitas vezes, ela simplesmente age por puro impulso, totalmente descontrolada, não lhe cabendo, em vista disso, a culpa.

Que benefício há no perdão?

Logo, por essas razões é tão difícil perdoar. Julga-se a pessoa como um todo por um ato, mas o ato é apenas um detalhe em relação ao todo.

Deste modo, quando compreendemos a pessoa pelo todo e a separamos do ato que ofendeu, o ato de perdoar torna-se natural e consequência da compreensão.

E veja que sentimento maravilhoso sente a pessoa que compreende e perdoa. O mesmo sente aquele que foi compreendido e perdoado. Isso aprofunda e consolida uma relação, uma amizade, um casamento.

Por outro lado, perceba o grande prejuízo que sofre quem não consegue compreender e perdoar. Vive carregando um peso por dias, meses e até anos. Pergunto, qual a vantagem? Vir a ter um câncer, um infarto?

É por isso que o perdão calcado na compreensão do todo, traz um benefício recíproco a todos os envolvidos.

Sempre digo, eu não perdoo ninguém. Eu compreendo, não culpo. Logo, não preciso desculpar. Só precisa desculpar quem culpou alguém por alguma coisa.

Por fim, mas não menos importante, precisamos também compreender e perdoar a nós mesmos por aquilo que fizemos ou deixamos de fazer, pois somos também seres em processo, em desenvolvimento, sujeitos então, a atos atrapalhados. Contudo, sempre comprometidos em fazer cada vez melhor!

Até breve! 🙂

Texto de Vilson Stolf

Adaptação Marcela Salomão

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