Vida e morte coexistem em todo ser vivo. É um paradoxo; à medida que a vida vai se alongando, mais o indivíduo se aproxima da morte.

Vida e Morte andam de “braços dados”, pois, especialmente o ser humano, que é um ser criador, tem a possibilidade de criar condições de viver mais ou “morrer mais”.

Ou seja, quando o indivíduo tem uma vida de qualidade física, mental e espiritual, cuidando bem do seu corpo e alimentando-se saudavelmente, praticando exercícios físicos, dormindo bem, sendo psicologicamente uma pessoa tranquila, pacífica e harmônica, estará tendo uma vida de qualidade e, em consequência, prolongando sua vida. Desta forma, ficando a morte ainda mais distante.

Mas, mesmo vivendo bem e mais, a morte é inexorável. Um dia ela vem nos buscar. Na crença da maioria, passamos para uma outra vida, transcendendo os limites do humano e vivendo além do corpo físico. Na Parapsicologia, parafraseando o mestre Grisa, costuma-se dizer que a gente não morre, muda-se o modo de viver, o que morre é a matéria, o corpo, enquanto que a essência, o ser, não morre jamais. Passa-se a viver noutra dimensão.

Ao mesmo tempo que não é tão simples, à medida que o ser humano herda programações que nem sabe que as tem e que o levam a atrair sofrimentos, doenças e mesmo a morte prematura de forma incontrolável.

Uma Nova Programação para a Morte

São Francisco falava na “irmã morte”; certamente acreditava que passando pela morte, se atinge a vida plena. Então, pode-se mudar a ideia que temos de morte, de que é apenas uma tragédia e,  assim, entendê-la como uma passagem para uma vida muito melhor.  Entretanto, é normal e natural não querermos a morte, especialmente uma morte prematura.

O ser humano precisa observar e aprender mais com os demais seres vivos, animais, peixes e vegetais que não têm a possibilidade de escolher viver errado como nós e que, vivendo em seu habitat natural, vivem plenamente a vida e não adoecem. Não têm depressão, angústia, ansiedade, tristeza, câncer, não tem enfarto e outros males. Costumo dizer que morrem de tanto viver, não morrem doentes.

Sendo assim, viver mais ou morrer antes do tempo natural ao que podemos viver, é uma decisão humana e não uma determinação divina.

Assumamos, portanto, essa responsabilidade de sempre criarmos condições melhores de vida para nós, para os outros e para o planeta terra, no qual e do qual vivemos, e paremos de atribuir os males da humanidade ao sobrenatural.

Portanto, essa conta é nossa. Podemos e devemos buscar força, inspiração e luz no divino se acreditamos na sua existência, mas não esperemos que ele faça o que nos cabe fazer, pois, Ele nos deu condições, inteligência e capacidade de superar e vencer os naturais e normais desafios da nossa caminhada.

Até a próxima! 🙂

Texto de Vilson Stolf

Adaptação Marcela Salomão

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