Nos primórdios da humanidade, o homem convivia e vivia em meio à natureza. Vivia praticamente como os demais animais. Além disso, alimentava-se de frutas silvestres, raízes, talvez de alguma caça ou peixe.

Por outro lado, a partir da Era Agrícola, o homem se apartou da natureza. Passou a dominar a terra, os espaços e os outros seres vivos, bem como a domesticar diversos animais e aves como, ovelhas, galinhas, porcos, gado, cavalos e outros seres.

Com isso, não foi mais necessário deslocar-se através grandes distâncias para buscar víveres, visto que trouxe o sustento para seu domínio territorial.

Assim, à medida que o homem se desenvolve intelectual e tecnologicamente, mais distante ele vai ficando da natureza viva, mais materialista e mecanicista vai se tornando, acabando por distanciar-se, gradativamente, de si mesmo.

Desta forma, passa a viver como máquina, perdendo sua origem cosmo divina – cosmo criadora – e a sensibilidade pela vida. Deixa de ser humano para ser uma máquina de produção cujo propósito se torna dar lucro para si ou para os outros.

Até onde é capaz de ir, o ser humano?

Por consequência, o ecossistema brada por socorro, pois agoniza em meio a todo tipo de poluição que fere mortalmente milhões de seres vivos nos rios, oceanos e nos imensos campos rasgados por poderosas e impiedosas máquinas que destroem e envenenam toda natureza original.

Ou seja, parece não importa mais aos humanos o ecossistema equilibrado. Tampouco damo-nos conta de que somos parte desse ecossistema e que pertencemos a uma grande comunidade planetária em que tudo e todos são interligados e interdependentes.

Deste modo, negamos a nossa essência embasada na plenitude cosmo divina.

Vivemos, então, amotinados nas grandes metrópoles, morando em pequenas caixas de concreto, sem um palmo de terra para pisar, sem uma folha viva que pudesse, pela pureza dos vegetais, nos conectar com a plenitude do Universo.

Logo, vivemos na obsessão por tentar viver unicamente para alcançar dois valores, o TER e o PRAZER, sem nos importar se para isso precisamos condenar à morte o ecossistema e até mesmo nossos semelhantes.

O paradoxo consiste no fato de que com os avanços tecnológicos, dos conhecimentos da química, das diversas ciências relacionadas à biologia, conseguimos prolongar significativamente a expectativa de vida do ser humano.

No entanto, que vida é essa? Que qualidade de vida o homem tem? Poderá ele, sem ética, sem moral, sem respeito, desonesto, ser feliz?

Portanto, urgente se faz que o homem resgate seu verdadeiro valor e devolva à vida seu verdadeiro sentido. Voltando, então, a comportar-se como um ser de inteligência superior como foi criado, deixando de ser máquina e voltando a ser HUMANO.

E você, tem refletido sobre seu papel e sua ação sobre a natureza que o rodeia? Há algo que gostaria de fazer mais frequentemente e que o cotidiano corrido tem o impedido?

Até Breve!

Texto de Vilson Stolf

Adaptação: Marcela Salomão

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